quinta-feira, 8 de março de 2012

               "Quem disse que eu  tenho dislexia?" Foi a fala de G., então com 9 anos, após um ano de trabalho sistemático na clínica psicopedagógica. Com essa fala ele nos mostra que a partir do suposto saber depositado a ele através do psicopedagogo, ele pode acreditar em sua capacidade de aprender, movimentar-se a caminho da aprendizagem do letramento. G. chegou a clinica, desacreditado e "abandonado" pela escola e também por diferentes profissionais. Abandono esse relatado nas sessões pelos pais e por ele mesmo. Uma boa transferência possibilitou propostas de Projetos de Trabalho a partir de seu centros de interesse e desejos.               Outra faceta da sua fala é a da patologização da aprendizagem. Uma vez rotulado como dislexo, G. não pode mais acreditar que podia aprender a ler e escrever, tampouco sua família conseguia "descolar" esse rótulo. Com as pequenas conquista produzidas, uma nova imagem de si para si e para os outros está sendo construída paulatinamente.

Um comentário:

  1. Acredito que esta é a diferença de um profissional que busca o constante aprimoramento em seu trabalho, bem como o investimento de todos envolvidos na transformação do "rótulo" em sujeito.
    Rachel Cantelli - CPR 08 06706-2

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