Este texto foi escrito em parceria com uma amiga e colega, Andrea, em prol de uma alfabetização de qualidade.
Pré-Escola
Ursinho Pimpão
Aqui se Aprende Brincando!!!
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Desde 1986
O Letramento Infantil
A Educação
Infantil constitui-se como uma ambiente em que as crianças estão constantemente
sendo estimuladas a entrar em contato com as mais diversas áreas do conhecimento,
dentre elas a Linguagem Oral e Escrita.
Gradativamente,
ao longo da Educação Infantil, a criança vai se apropriando do código escrito e
realizando suas próprias tentativas de leitura e produção escrita, as quais são
carregadas de significado e ricas em hipóteses, uma vez que começa a pensar
sobre a escrita, a se questionar para que as letras servem e como usá-las.
Para que este processo
de aprendizagem ocorra de forma agradável, cabe à escola e família criar um
ambiente estimulador, em que a criança possa entrar em contato com o mundo
letrado nas mais variadas situações como: escrita coletiva, nomeação dos
objetos, leitura de histórias, etc.
Toda esta
estimulação deve ser feita através do uso da letra de imprensa maiúscula, a
qual é de fácil reconhecimento e de fácil produção por parte da criança que não
precisa dominar uma série de movimentos
elaborados da letra manuscrita, que nesse momento só vem a prejudicar o
processo de alfabetização Além do mais a letra manuscrita maiúscula é mais
socialmente utilizada.
Sendo assim,
durante todo o período da Educação Infantil, nem a escola e nem a família deve
cobrar da criança que ela conheça e se aproprie do traçado da letra manuscrita,
já que a mesma possui uma grafia diferenciada que exige muito mais do aluno no
que se refere a coordenação motora fina. Também é importante ressaltar, quando a
criança visualiza palavras registradas com a letra de imprensa maiúscula, ela
tem plena percepção visual do início e do fim de cada letra, o que não ocorre
com a letra manuscrita, já que as mesmas
estão todas unidas, e desta forma o aluno não tem visualização o início e final
do traçado da cada uma delas.
No processo de
apropriação da leitura e escrita, a criança deve ter sua atenção voltada a um
único desafio, que é o de identificar e compreender gráfica e foneticamente
qual é a letra correta que deve ser utilizada em sua escrita. Fazer com que a
criança escreva em letra manuscrita, nesta etapa do desenvolvimento, é
sobrecarregá-la, além do desafio de decodificar o código escrito (sons,
símbolos e junções), ela ainda possuirá o desafio motor em escrever a letras
que possuem em traçado mais complicado, sendo este um inibidor nos avanços e
aprendizagens. Segundo Ferreiro, (apud nova escola, 1996, p. 11) começar a
alfabetização com letra bastão é uma tentativa de respeitar a seqüência do
desenvolvimento visual e motor da criança.
Nos anos
iniciais do Ensino Fundamental, ainda ocorrerá o trabalho com a letra de
imprensa maiúscula, sendo que gradativamente a escola vai oportunizando aos
educandos o contato com a letra manuscrita, mas nesta etapa do desenvolvimento
infantil, a criança já está bem mais segura em sua aprendizagem, ou seja, tendo
maior domínio do código letrado. Desta forma, o traçar a letra manuscrita será
um desafio meramente motor, o que lhe dará maior confiança. Corriqueiramente
nos antecipamos e apresentamos a letra manuscrita antes do tempo ideal e muitas
vezes as crianças acabam por interromper momentaneamente o processo de aprendizagem
da leitura e da escrita para ocupar-se com algo menor, que é o traçado da
letra, nesta situação temos uma perda significativa no aprendizado, já que a
criança cessa suas hipóteses e canaliza suas energias no traçado da letra.
Vale ressaltar,
que em muitas instituições de ensino ocorre a exigência que a letra manuscrita deve
ser escrita da forma correta, e antecipar esta aprendizagem faz com que a
criança escreva de maneira alfabeticamente
(conjunto de sons associado a símbolos adequados- letras ) incorreta, o que
comprometerá o ritmo e a qualidade de sua produção. Mas se a criança percorrer
todas as fases da aquisição da leitura e da escrita, no Ensino Fundamental terá
maior capacidade e domínio da forma correta de se escrever a letra manuscrita,
o que conseqüentemente não acarretará em vícios que a prejudicarão futuramente.
Andrea Mara
Bella Cruz -Pedagoga
Raquel Romano-
Psicopedagoga

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